Amor, Metáfora Sagrada

 

 

 

AMOR, METÁFORA SAGRADA

 

Toda metáfora se cala

Quando o Amor fala

No toque sutil do bem-querer

Que docemente nos embala

Usando-nos ao seu bel-prazer

E ruge Tanatos em mil apelos

Por Eros manifestar seus zelos

Nos braços amantes de Psique.

Amor é antônimo surreal

De tudo e de nada

Duplo fio de espada

E porta tridimensional,

Aberta ao macro cosmos!

Amor é festa do sol

Ao meio-dia,

À meia-luz,

No arrebol,

Tet-a-tet do meu olhar no seu.

Amar-te é passear na tua íris ocular,

Naufragar e renascer na tua pupila,

Amanhecer luz, no cristalino do teu ser.

No retrato, vejo apenas um esboço

Do teu sorriso moço

Aquele que pretendo desfrutar

Como um doce e divino manjar

Que resplande infinita amizade

Em tons verdes jade

És fruto maduro

Colhido na estação de outubro

És néctar de mel

Pedaço de céu

Ao qual transcenderei

Serei rainha e tu, meu rei

Dama da noite e do dia senhora

Calmaria e tempestade,

E dentro dos teus abraços,

Meu amor será majestade!

(Lara Machado)

 

    


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